Consórcio de imóveis cresce quase 300% em seis anos e se consolida como alternativa de aquisição em 2026
Dados da ABAC mostram avanço histórico da modalidade e aumento recorde de participantes nos últimos seis anos
O consórcio imobiliário segue em ritmo acelerado no Brasil. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor registrou crescimento de 294,1% nas adesões entre janeiro e agosto dos últimos seis anos, passando de 206,9 mil cotas vendidas em 2020 para 815 mil em 2025. O aumento reforça uma tendência que, segundo especialistas, deve se manter ao longo de 2026: a busca por alternativas de aquisição sem juros e com planejamento financeiro.
Criado há 35 anos, o consórcio de imóveis vem conquistando um público cada vez mais amplo. No início, o sistema atraía principalmente quem sonhava com a casa própria, mas hoje também se tornou ferramenta de investimento. Conforme a ABAC, mais de 1,55 milhão de pessoas foram contempladas entre 2005 e 2025, utilizando o crédito para moradia, expansão patrimonial ou negócios.
O avanço não se limita às adesões. O número de participantes ativos cresceu 152,9% entre 2020 e 2025, saltando de 988 mil para 2,5 milhões de consorciados. Já as contemplações nos últimos anos reforçam o impacto econômico da modalidade: entre janeiro de 2020 e agosto de 2025, cerca de R$ 105 bilhões em créditos foram injetados no mercado imobiliário, conforme dados da ABAC.
O consórcio também vem ampliando sua fatia no mercado de imóveis financiados. De acordo com informações da ABAC e da ABECIP, as contemplações representaram 24,3% de participação no total de financiamentos imobiliários em 2025, o equivalente a um imóvel adquirido via consórcio a cada quatro vendas. No ano anterior, essa proporção era de um a cada cinco.
Com ticket médio em torno de R$ 197 mil em 2025, valor 5,1% maior que o registrado em 2020, o consórcio de imóveis se mostra uma alternativa de planejamento de longo prazo, especialmente para quem deseja formar patrimônio sem arcar com juros, entrada ou custos retroativos. Características como possibilidade de lance, uso do FGTS, prazos variados e flexibilidade de uso do crédito ajudam a explicar por que o sistema deve continuar crescendo em 2026.